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Um animal que reponde rapidamente aos comandos, dócil, estrutura forte e bom para montaria, essas são algumas características que fazem do cavalo Mangalarga uma verdadeira paixão para muitos criadores.

É na suavidade do andar que o mangalarga marchador mostra toda a habilidade da raça. De origem Ibérica, este é um cavalo perfeito para a montaria. Proporciona conforto ao cavaleiro.

"É um cavalo que você usa no dia a dia na fazenda e faz todo tipo de serviço, é um cavalo que você vai até o final da fazenda e você volta inteiro e eu sei por que eu pratico isso", diz o criador de mangalarga marchador, José Carlos Nunes Nascimento.

As palavras são de um admirador da raça que - há mais de 20 anos - se dedica a criar o mangalarga marchador. O haras - que fica nos arredores de Campo Grande - abriga, atualmente, 25 matrizes. Afro, um jovem garanhão de quatro anos e meio, é o principal reprodutor da tropa.

A primeira filha dele, Jandaia, de apenas um ano, já demonstra o que os criadores chamam de um andamento suave, perfeito. A reprodução, aliás, é um capítulo a parte nesta propriedade. O criador colocou em prática uma espécie de teste de qualidade.

“Nós preservamos muito a questão do andamento não adianta você ter este cavalo duro, então não adianta colocar ele em qualquer égua, nos vamos testando porque as vezes em uma égua que nem é tão boa assim, mas se der um bom andando nos colocamos todas as éguadas para dar um bom andando para que as pessoas se sintam bem em cima do cavalo", explica José Carlos.

O manejo do mangalarga marchador é considerado simples. Os animais comem qualquer tipo de capim. Só nos períodos de engorda é que precisam de uma alimentação especial.

O diferencial desta criação de mangalarga marchador é a doma feita nos potros, a partir dos dois anos e meio de idade. Em três a quatro meses, o animal está domado. Quem o adquire precisa apenas dar continuidade ao processo. O que, segundo o criador, é muito fácil já que a raça é extremamente dócil.

"A gente trabalha aqui num sistema que a gente pega o animal e enquanto a gente não tocar nele ele não anda, porque nos trabalhamos com os animais usados com crianças e idosos então enquanto não monta ele não se mexe", afirma o domador de cavalos Flávio Gonçalves.

Para mostrar a docilidade desta égua, o domador monta dos dois lados. O que, em outras raças, não é possível fazer. Corajoso, Flávio fica até de pé sobre o animal. Outra característica marcante do mangalarga marchador é a resposta rápida aos comandos do homem. E é daí que vem a facilidade da doma.

“Questão de 30 dias já está montando nele porque é um animal bem dócil e nos trabalhamos bastante o chão e quando vamos trabalhar a monta ele não pula e nós não deixamos pular", ressalta Flávio. (Colaborou Juliana Lanari)

Fonte: MS Record

A teoria mais provavel da origem da marcha picada no mundo é a de que tenha surgido a partir de mutações genéticas sofridas pelos cavalos Bérberes nos desertos do norte da África. Estas mutações resultaram na Andadura, como forma de adaptação à dificil locomoção nas dunas de areia fofa.

O melhor exemplo é o andamento dos camelos, a andadura exclusiva, andamento rasteiro, com apoio quadrupedal entre as trocas de apoios sincronizados dos pares laterais de cascos. Neste tipo de movimentação os cascos praticamente arrastam-se na areia fofa. Ao contrario, no trote, os pares diagonais de de cascos afundam-se para, em seguida, os quatro cascos elevarem-se no momento de suspensão, necessario às trocas de apoios duplos diagonais. Obviamente, no trote na areia fofa a progressão do andamento é menor, e o desgaste fisico é maior.

O rebanho brasileiro de éguas nacionais formado pelos colonizadores portugueses era, predominantemente, de sangue Bérbere, Sorraia e Garrano. A raça Bérbere foi formada nos desertos do norte da Africa, tendo sido montarias famosas nas guerras. Há registros históricos, em figuras, de cavalos Bérberes em movimentação caracterizando a andadura classica e desunida (quando ha uma discrete dissociação entre os pares de membros laterais).

A partir dos cruzamentos aleatórios entre garanhões trotadores de origem nas raça Altér Real (sangue Andaluz/Luzitano) e éguas de andadura da raça Bérbere, a marcha picada começou a ser produzida. Como o trote é geneticamente dominante em relação à andadura, a escala de produção de animais de marcha picada era bem inferior à produção de animais de marcha batida.

Naquela época não haviam estudos determinantes da qualidade dos andamentos, ou seja, qualquer tipo de dissociação lateral era aceita. Atualmente, a marcha picada de qualidade é que chamo de “marcha picada de centro”, ou seja, quando ha um bom equilibrio entre os tempos de apoios duplos laterais e duplos diagonais.

Os registros históricos da raça Mangalarga Marchador relatam que a marcha picada começou a ser selecionada no Sul de Minas com mais critério (em especial o que se refere ao “equilibrio”) entre o final do século IXX e inicio do século XX. Esta modalidade de marcha era o andamento predominante nos criatórios localizados na proximidade do Rio das Mortes, onde a atividade econômica predominante era a mineração. A exigencia não era, prioritariamente, de animais velozes e ageis, como era o foco da seleção para animais esportistas (de caçadas dos veados campeiros). Nos criatórios localizados em regiões de mineração bastavam aos cavalos de marcha picada a comodidade em andamentos de baixa a media velocidade.

Todavia, o andamento preferencial da região do Sul de Minas foi, e ainda é, a marcha batida. De fato, não há registros históricos de reprodutores notáveis do passado citados como sendo cavalos de marcha picada.

Mesmo na atualidade, poucos são os criatórios sul mineiros que se dedicam à seleção prioritaria da marcha picada, o que é mais uma comprovação de que a tradição sul mineira foi a seleção da marcha batida.

As próprias linhagens pilares consolidadas no Sul de Minas, como também as linhagens antigas sediadas no Sul de Minas, não estabeleceram como meta de seleção a marcha picada.

A única linhagem antiga que priorizou a seleção da marcha picada foi a “Passa Tempo”, que teve como sede a Fazenda Campo Grande, localizada na região mineira dos Campos das Vertentes. A seleção de marcha picada nesta linhagem teve inicio na segunda metade do século 19, atraves do Cel. Francisco Teodoro de Andrade, que era amigo particular do “Barão de Alfenas” (precursor da raça Mangalarga Marchador)

Na linhagem antiga sufixo “Herdade”, de localização próxima à serra da mantiqueira, tambem consolidada fora da região do Sul de Minas, foi produzido um maior numero de animais de marcha picada. Mas este andamento não foi meta de seleção da linhagem Herdade, mas sim a marcha batida classica. A explicação é que o andamento da “tropa Herdade” era mais marchado, ou seja, apresentava um grau de dissociação maior, relativamente à media de andamento das linhagens pilares. O grau maior de dissociação na genetica dos sementais da linhagem Herdade resultava em uma variação desejavel na produção das modalidades de andamento – marcha batida classica, marcha de centro e marcha picada. Estas são as tres modalidades autenticas da marcha triplice apoiada.

As marchas transicionais, como a batida diagonalizada e marcha trotada, não podem ser classificadas como marchas triplice apoiadas, mas sim de apoio duplo diagonal predominante, ou exclusive, o que jamais foi meta de seleção dos antigos criadores sul mineiros da primeira metade do século 20, tanto os que fundaram a ABCCMM como os que se afiliaram naquela época. Assim o fizeram, por não concordarem, exatamente, com o sincronismo duplo diagonal do andamento dos animais da raça Mangalarga, registrados na Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga (Mangalarga “Paulista”).

Interessante é que, atualmente, a marcha picada é um andamento mais prevalente na região do nordeste, principalmente na Bahia e Pernambuco. Prova incontestavel é a estatistica dos resultados de julgamentos de animais de marcha picada nas exposições nacionais. Mesmo fora do circuito das exposições oficiais da raça no nordeste, o que se nota nos concursos regionais de marcha, e nas cavalgadas, é um numero significativo de animais de marcha picada. Esa contastação tambem é valido para as regiões interioranas, particularmente as do sudeste e centro-oeste.

A marcha batida diagonalizada, e marcha trotada, prevalentes nos julgamentos nas exposições oficiais da ABCCMM é andamento restrito a um nicho menor de mercado, o de expositores. Todavia, o nicho bem maior de mercado é o dos usuarios de cavalos de passeios e cavalgadas.

A marcha picada é um produto de exportação, sendo o tipo de marcha de maior demanda na America do Sul, considerarando os rebanhos de Paso Fino e Paso Peruano nos demais paises; na América Central; na América do Norte e em alguns paises da Europa, principalmente a Alemanha.

No mundo há apenas tres raças de marcha batida e mais de dez raças de marcha picada.

O fato é que a marcha picada conquista a preferência pela elegância do alçar dos membros anteriores, razão do nome “marcha picada”; pela agradavel e inconfundivel melodia do som das batidas dos cascos – taca, taca, taca, taca, …… ; e pela comodidade inigualavel, garantindo a satisfação plena no lazer de passeios e cavalgadas;

Autor: Lúcio Sérgio de Andrade, escritor, pesquisador, mais de 30 livros escritos, mais de 50 dvds produzidos, arbitro internacional de equideos marchadores.

Fonte: Marchador Web

Nas exposições oficiais de cavalos da raça Mangalarga Marchador nota-se uma nítida preferencia pela marcha batida excessivamente diagonalizada. Mas entre os usuários a preferência é por animais macios, de marcha picada ou de marcha de centro ( a legítima, e não a falsa, de conceito distorcido pelos técnicos). Esta é a falta de lógica. Não se julga nas exposições uma marcha em harmonia com a preferencia do mercado nacional e internacional, e muito menos em sintonia com a definição no Padrão Racial. Mais incompreensível ainda é a acomodação de criadores em aceitar esta situação. Será que a maioria pensa, realmente, que esta “marcha” de pista representa uma evolução? Se é assim, deveriam desejar a fusão das duas raças: Mangalarga Marchador e Mangalarga. Além do mesmo tipo de andamento, a genética também já é semelhante na maioria dos plantéis de selecionadores, devido às infusões frequentes, extra-oficiais, de animais da raça Mangalarga.

A essência da marcha pura, de valor zootécnico, é a dissociação nitidamente visual, o que implica na alternância no deslocamento dos membros, quebrando visualmente a associação dos bípedes diagonais, ou laterais, conforme seja a modalidade de marcha. Zootecnicamente, em se tratando de seleção de cavalos marchadores, quanto mais dissociados os membros se locomovem, de mais valor reveste-se a marcha, em termos de sustentação e dinâmica, pois os extremos indesejáveis do trote e da andadura estarão distantes.

Na verdade, a sustentação e dinâmica de um cavalo de marcha pura em nada difere de um cavalo ao passo, no qual o animal locomove cada membro independentemente, e não de forma associada, ora no par diagonal, ou ora no par lateral, dependendo da modalidade do andamento. Em cada ciclo do passo sempre ocorrem 4 apoios tripedais, 2 apoios duplos diagonais e 2 apoios duplos laterais. Esta é a mesma mecânica de locomoção da marcha autêntica, pura, completa. O passo é um andamento marchado de baixa velocidade. A marcha é um andamento de média velocidade. A melhor maneira de verificar a naturalidade da marcha é iniciá-la lentamente a partir do passo. Se o animal diagonalizar, estará mais próximo do trote. Se o animal lateralizar, estará mais próximo da andadura. Se o animal encartar a marcha continuando a deslocar cada membro a seu tempo, esta será a mais pura das marchas, indiscutivelmente centrada. Não há que discutir o óbvio. Papel de bobo faz quem acredita que o árbitro é capaz de visualizar tríplices apoios sem os recursos da cinemática e da informática. O que se consegue, a olho nu, é identificar a dissociação ( não em marchas diagonalizadas ). Constatada a dissociação, pressupõe-se a ocorrência dos desejaveis apoios tripedais.

Pesquisas ja comprovaram que o trote e as marchas diagonalizadas são geneticamente dominantes, ao contrario da andadura clássica, andadura desunida e marcha picada. Há também uma dominância da marcha batida sobre a marcha de centro. Contudo, as variações de dominâncias genéticas são minimizadas quando se compara a marcha de centro com suas sub-variedades, que podem ser chamadas de “marcha picada de centro” e “marcha batida de centro” ( a marcha batida que deveria ser a preferencial, que os criadores antigos chamariam hoje de “marcha batida clássica” ). Muitos confundem uma autentica marcha de centro como sendo marcha picada, dai a confusão de quem conceitua erroneamente a marcha picada como podendo apresentar tempos de apoios duplos diagonais um pouco maiores que os apoios duplos laterais.

Lúcio Sérgio de Andrade – Zootecnista, escritor, pesquisador, instrutor de cursos de julgamento, casqueamento corretivo, equitação e adestramentoa de cavalos de MTAD – Marcha de Triplices Apoios Definidos

Fonte: Marchador Web

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