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Uma das virtudes funcionais mais valorizadas em um cavalo marchador é o temperamento de sela. Mas afinal, voce sabe o que significa temperamento de sela?

A terminologia “temperamento de selaé moderna, tendo sido introduzida na nomenclatura equestre por técnicos da raça Mangalarga Marchador. Em uma abrangência mais restrita, com foco em provas de marcha, o bom temperamento de sela pode ser definido como a disposição expontânea para marchar, sem a necessidade do cavaleiro usar comandos auxiliares da equitação – tala ou esporas.

Os antigos criadores chamavam seus cavalos de árdegos, briosos. Os treinadores de antigamente diziam: “esse cavalo tem costados quentes”.

Geralmente, um cavalo de bom temperamento é sensivel à leve pressão de pernas do cavaleiro, marcha com energia, é ativo, corajoso e raramente deixa transparecer sinais de fadiga, mesmo estando o metabolismo forçado por excesso de esforço físico.

O bom temperamento de sela é um tesouro de inestimavel valor. De fato, o temperamento de sela pode ser o diferencial que decide um campeonato em prova de marcha.

O oposto, ou seja, um cavalo sem disposição expontânea para marchar, é chamado de linfático, preguiçoso, sem calor, exigindo do cavaleiro o uso de comandos fortes de equitação - principais e auxiliares. Salvo raras exceções, o desempenho de cavalos linfáticos é sofrivel. Há poucas situações piores do que domar, treinar e montar para lazer um cavalo linfático.

Em um significado mais abrangente o bom temperamento de sela está relacionado com a energia aplicada no desempenho de qualquer andamento e atividade atlética, preservando a boa índole.

Apesar do temperamento de sela ser uma caracteristica hereditária, pode ser desenvolvido ao longo das fases da doma de sela e do treinamento para provas de marcha e cavalgadas.

Todavia, não necessariamente um cavalo ativo pode ser classificado como sendo de bom temperamento de sela. O cavalo hiperativo dificulta a equitação, exigindo equitação profissional para manter o cavalo sob controle.

Muitos cavalos reputados como sendo de bom temperamento de sela têm sensibilidade à “flor da pele”, energéticos ao extremo, forçando cavaleiros (ou amazonas) ao excesso de ação no comando de rédeas. Como resultado, trava-se uma “luta”de braços e boca, na qual o vencedor é o cavalo, porque tem mais força, e também por estar, geralmente, usando embocadura inapropriada, como são os casos do bridão e de freio-bridão com recurso limitado de alavanca.

Um cavalo de lazer, que é a principal função dos cavalos marchadores, deve ser adestrado de sela para uso por qualquer pessoa, experiente ou não em técnica de equitação. A boa índole, associada ao bom temperamento de sela, devem estar entre as mais apreciadas virtudes dos cavalos marchadores. A maioria dos usuários de passeios e cavalgadas não têm o dominio pleno da equitação técnica. Portanto, um cavalo dócil, de bom temperamento de sela e cômodo facilitará em muito a equitação, além proporcionar o verdadeiro prazer de cavalgar.

A conceituação técnica do bom temperamento de sela precisa ser revista, com ênfase no temperamento de sela sob controle fácil dos cavaleiros e amazonas, para que a comodidade da marcha seja completada pelo bom temperamento de sela, além, é claro, do imprescindivel bom adestramento.

Fonte: Marchador Web - Artigo Escrito pelo Sr. Lúcio Andrade

Em relação a outras espécies de animais domésticos, a expectativa de vida do cavalo até que é longa, podendo chegar aos 30 anos, desde que bem cuidado e dependendo do fator raça. Animais mestiços tendem a viver mais. Mas este numero não representa uma média. Já o recorde mundial de longevidade é de 62 anos, vividos por um cavalo no século XVIII, de nome Old Billy, que nasceu em 1760 e morreu em 1822. Era um cavalo mestiço, usado para puxar barcaças no canal próximo a Warrington, , em Lancashire. O Poney mais velho do mundo viveu na França até os 54 anos de idade. O Puro Sangue Ingles recordista mundial de longevidade, de nome Tango Duke, viveu até os 42 anos na Austrália.

Alguns sinais indicativos da idade avançada são: angulação acentuada da arcada dentária e desgaste excessivo e irregular da mesa dentária, dorso lombo selado ( concavilineo ), perda de mobilidade, pelos brancos no focinho e ao redor dos olhos, pálpebras enrugadas, flacidez labial.

Relativamente ao homem, a idade do cavalo é:

Idade do Homem

20
40
50
60
70
80
90
Idade do cavalo

5
10
15
20
25
30
35

 

 

 

 

 

 

 

Assim, um cavalo de meia idade tem entre 10 e 15 anos. Um cavalo idoso tem idade acima de 20 anos. A média de vida para equinos oscila em torno dos 25 anos. Mas existem variações significativas entre raças. Não raros são os registros de garanhões e éguas que vivem até os 30 anos de idade.

Todavia, o que interessa para o criador são as longevidades útil e produtiva. Vamos abordar primeiro a longevidade produtiva. Apesar do declínio da resistência do sêmen às técnicas de resfriamento, os garanhões podem procriar mais facilmente após os 25 anos de idade. Ao contrário, as éguas raramente estarão aptas para parirem após esta idade, devido, principalmente, ao declínio das secreções hormonais e ao desgaste da parede uterina.

Considerando a média do 1o parto como sendo aos 4 anos de idade, raras são as éguas que conseguem chegar a mais de 15 partos, sendo a média de, aproximadamente, 10 partos. Na linhagem “Passa Tempo” da raça Mangalarga Marchador, o recorde de longevidade produtiva é da égua Embalada de Passa Tempo, Reg. 054, nascida em 16/12/1965, tendo produzido 18 crias, sendo 11 machos e 7 femeas.

Com a evolução das técnicas de Transferência de Embriões e Inseminação Artificial, a produtividade foi significativamente incrementada. Atualmente, é possível o alcance de uma média de três produtos/égua/ano. O entrave a um desfrute melhor é o fato dos ovários não responderem positivamente ao estímulo hormonais das super-ovulações, a exemplo da vaca, cabra, ovelha e várias outras fêmeas. Entretanto, devido aos elevados custos, a maioria dos criadores não tem acesso às novas tecnologias reprodutivas.

Os principais fatores que contribuem em prol da melhoria dos índices reprodutivos e produtivos em sistema de monta natural são: constância da nutrição balanceada, controle sanitário rigoroso, moderação no esforço físico.

A longevidade útil implica no tempo de uso sem causar danos à integridade do animal, ou riscos de acidentes ao cavaleiro/amazonas. A média de longevidade útil na espécie equina é de, aproximadamente, 15 anos.

Os fatores que podem prolongar a longevidade útil são: alimentação balanceada, controle sanitário, condicionamento físico, cuidados rotineiro e corretos dos cascos, moderação no esforço físico, criação extensiva.

Em síntese, a palavra chave para prolongar as longevidades útil e produtiva do equino chama-se PROFISSIONALIZAR. Somente através da profissionalização de todas as etapas do manejo da criação, o criador será capaz de prolongar o uso de seus animais, e obter o máximo em produtividade.

Fonte: Marchador Web

Alguns cuidados para ferrar com responsabilidade o seu cavalo estão a seguir:

1 - Conheça o ângulo da paleta do seu cavalo antes de aparar o casco. Apare os cascos anteriores (mãos) e tente colocá-los com o mesmo ângulo da paleta. Confira o ângulo, da paleta, com o Nível de Escápula e, dos cascos, com um gabarito de casco. Os ossos digitais devem ser alinhados, de forma que colocando uma linha reta do meio do boleto e meio da quartela (falanges) ela deve passar pela muralha lateral do casco, alinhada com as suas cânulas naturais (linhas verticais do casco). No casco achinelado as linhas do casco não coincidem com este alinhamento da quartela, porque o casco tem ângulo menor do que a paleta e a linha (eixo digital) é flexionada para baixo (lado do chão).

2 - Limpe a sola, abra os 3 canais da ranilha de forma a deixar passar o dedo mínimo, para entrar ar na sola , obtenha a concavidade da sola e não corte jamais as barras, pois elas são a continuidade da muralha de sustentação e garantem 30% da sustentação do cavalo.

3 - Assegure que os cascos estão balanceados no sentido médio-lateral (largura) e ântero-posterior ou comprimento. As metades dos cascos devem ser iguais, assim como os comprimentos desde a pinça até cada um dos talões. Depois confira para que os cascos dianteiros sejam iguais entre si. Quando aparar os cascos traseiros, siga as mesmas instruções. Assim, quando ambos os talões apóiam, no chão, ao mesmo tempo e o casco rola a pinça no meio, o desgaste da ferradura ocorre exatamente na frente e o vôo (breakover) é elegante e para frente (avante).

4 - Escolha a ferradura de acordo com as necessidades do cavalo e ajuste-a ao casco bem aparado. A ferradura deve proteger toda a muralha de sustentação, apoiando-se até o final do talão, sem obstruir os canais da ranilha e possibilitando expansão da muralha nos quartos e talões. Nos posteriores, a ferradura pode ter ligeiro sobrepasse de talões, nos animais de talões fracos ou escorridos, de forma a dar maior base de sustentação para o cavalo. A mesa da ferradura é escolhida de acordo com a atividade do cavalo. Mesa estreita (filete) para corrida, mesa média ( 17mm) para trabalho, treinamento e lazer e mesas mais largas para esbarro( 25mm) ou tração. O material da ferradura (aço, alumínio puro, liga de alumínio, poliuretano com alma de alumínio e outros metais especiais), bem como os demais acessórios (guarda casco, agarradeiras, palmilhas, talonetes e até rampão) devem ser escolhidos de acordo com a atividade, de preferência com conhecimento, para não prejudicar a performance do animal.

5 - Fixe a ferradura com o cravo adequado, escolhido de acordo com a espessura da ferradura e com o canal ou craveira, de forma que a cabeça do cravo fique totalmente embutida na concavidade do buraco ou canal da ferradura. Os dois últimos cravos a serem pregados não devem ultrapassar a "linha do juízo do ferrador", ou seja, a linha imaginária que une o final dos médios do casco, antes dos talões. Complicado? Não. Imagine o meio da ranilha, com o casco levantado, e trace uma linha para os dois lados. Ela passará sobre a muralha de sustentação (onde a ferradura apoia) exatamente no lugar dos últimos cravos, em cada lado da ferradura. Esta é a "linha do juízo do ferrador".

6 - Depois de bater os dois primeiros cravos (ombros) e os dois últimos (talões) da ferradura, bata o guarda casco (se houver). Coloque o casco com a ferradura no chão e observe se a linha imaginária que passa pelo meio do boleto, da quartela e do casco (eixo ântero-posterior do digital) está reta. Se estiver tudo bem, pregue os demais cravos, lembrando que uma boa ferradura terá, no mínimo, 5 furos de cada lado e furos nos talões para colocar agarradeira ou cravar talonetes , calços para corrigir aprumos ou palmilhas. Ferradura barata com três ou quatro furos de cada lado nem sempre atende às necessidades do seu cavalo. Os cravos devem sair a uma altura aproximada de 3 vezes a espessura da ferradura.
7 - Por último, mas não menos importante, depois de acabar de fazer o serviço, não esqueça de devolver o verniz dos cascos, com o CASCOTÔNICO, para dar flexibilidade, incentivar o crescimento e proteger a sola, paredes e ranilha, contra as brocas, frieiras e podridão.

Fonte: Marchador Web

Você pode não acreditar, mas a boca do cavalo é uma das regiões mais importantes. Vejamos alguns aspectos a serem avaliados:

Justaposição labial – Quando o cavalo apresenta o lábio inferior flácido é denominado de belfo. Além de prejudicar a estética, sendo defeito penalizante no julgamento de Morfologia, também é um defeito funcional, pois prejudica a apreensão de alimentos. Nos julgamentos de Concursos de Marcha o animal perde pontos no quesito estilo.

Simetria da arcada dentária – Quando o cavalo apresenta assimetria na dentição é deonominado de prognata. O prognatismo pode ser inferior ou superior. O primeiro caso ocorre com mais frequência. A exemplo do defeito belfo, a apreensão de alimentos também é prejudicada. O prognatismo será menos grave se o apoio entre as arcadas dentárias for superior a 50%..

Pontos de controle da embocadura – O bridão exerce ação principal nas comissuras labiais e ação secundária nas barras e lingua. Calosidades nas comissuras labiais sao áreas de cicatrizes de ferimentos, devido à violência nos comandos de rédeas, podendo prejudicar a sensibilidade e gerando o que se chama vulgarmente de “cavalo de queixo duro”. Quando não se permite o descanso para a condução de um tratamento adequado, pode ser desenvolvida uma calosidade na regiao do ferimento. Da mesma forma, barras também devem ser examinadas quanto à presença de sinais de cicatrizes e textura. A língua deve ser examinada quanto à textura. Quanto mais áspera, menor tende a ser a sensibilidade.

Além destes pontos de controle anteriormente mencionados, o freio tambem exerce ação sobre o palato, que deve ser avaliado quanto à largura e a altura. Em uma boca de palato estreito não deve ser usado freio com a curvatura do bocal larga. Se o palato é baixo, a curvatura do bocal não deve ser alta.

A escolha de uma embocadura não pode ser generalizada, mas sim individualizada. Os casos frequentes de cavalos reagindo negativamente à embocadura são explicados pela escolha incorreta da embocadura. As reações típicas de um cavalo que rejeita a embocadura são: abrir e fechar a boca, levantar excessivamente a cabeça (esta postura incorreta também pode ser decorrente da má flexão da nuca), oscilação lateral e “ponteiro”. Este último defeito de postura da cabeça tem sido prevalente nas apresentações em julgamentos e, principalmente, nos Concursos de Marcha, sendo comumente causado pela rigidez da nuca. Mas em alguns casos pode ser provocado pelo uso prolongado de uma embocadura que não se encaixa corretamente à boca.

O fato é que a escolha correta da embocadura e dos momentos certos para as transições é um dos segredos da formação de um cavalo vencedor. Esta escolha depende da avaliação da boca, estágio do treinamento, da flexão vertical (nuca) e da flexão lateral (pescoço, tronco e membros).

Pontas de dente – A ação da embocadura nos pontos de controle poderá ser direta ou indiretamente prejudicada pelas pontas de dente. Pelo menos duas vezes por ano os dentes devem ser nivelados e suas bordas arredondadas. Há um desgaste natural provocado pela mastigação de alimentos, fazendo com que a mesa dentária perca o nivelamento. Os efeitos indiretos sobre a ação da embocadura devem-se aos ferimentos nas bochechas e na lingua. O efeito direto é causado pelo chamado dente de lobo, um dente alto e pontudo, de origem vestigial na espécie equina. Quando tocado pela embocadura o animal sente desconforto. A solução é a extração.

As reações do cavalo aos problemas de pontas de dente são típicas: morder continuamente a embocadura, tentando afastá-la destas pontas de dente; erguer demasiadamente a cabeça, para tentar aliviar o desconforto; respostas mais difíceis aos comandos de rédeas e oscilação lateral da cabeça.

O cuidado periódico com os dentes também contribui para reduzir os distúrbios intestinais. Ao melhorar o processo da mastigação, melhora a digestão. Todo o procedimento que se faz pensando no conforto do cavalo ainda será pouco. Infelizmente, as mãos rudes de pseudo treinadores insistem em maltratar o mais nobre animal domesticado pelo homem.

Fonte: Marchador Web

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